A FORMIGA
Sete palmos, sete metros,
anda a formiga por dia
(sete palmos a correr,
sete metros devagar),
só para lamber o mel
que lentamente escorria
quer da boca quer do pão,
quer dos dedos do Miguel.
* poema de Eugénio de Andrade
ilustração (pormenor) de Júlio Resende
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