terça-feira, 15 de novembro de 2016

A FORMIGA

Sete palmos, sete metros,
anda a formiga por dia
(sete palmos a correr,
sete metros devagar),
só para lamber o mel 
que lentamente escorria
quer da boca quer do pão,
quer dos dedos do Miguel.

* poema de Eugénio de Andrade
   ilustração (pormenor) de Júlio Resende

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